As Poetas na Galeria. Coletivo Galeria. Coletivo Mulher. Hoje.
Posted Novembro 17, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura, Música
Ontem, o dia 15
Posted Novembro 16, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura, Música
Um dia escaldante, o sol saiu para quebrar ânimos de sair de casa. Quando já eram quatro horas da tarde e muitos não tinham vindo, inclusive alguns convidados, pensei ‘Porra, aconteceu. Finalmente, chegou um dia em que não teremos ninguém, a data foi mal calculada, o tempo não permitiu, os boêmios não enfrentaram o sol quente, e só ficaremos eu e o Bac fazendo sala para dois gatos pingados’. Eu não olhava para o Bac, mas tinha certeza que ele também pensava o mesmo.
Por volta das quatro horas e dez minutos todos chegaram. O equipamento foi afinado e começamos. E foi um dos melhores Desconcertos que já tivemos. Divertido, irônico, sossegado, passeamos por entre literatura, música, poesia, piadas, brincadeiras, cervejas (geladas, inclusive), muita gente, cadeiras lotadas.
Na hora de terminar, pensei que era pena, tinha sido muito rápido, e não dava para convocar mais convidados, assim em cima da hora. Mas percebi que tinham sido quase duas horas de evento que passaram como cinco minutos.
Aos que não foram, só posso dizer: vocês perderam. Melhor sorte da próxima.
Para visualizar alguns momentos, o Fotoblog do Desconcertos em ação: http://www.flickr.com/photos/desconcertos/.
de desconcertos, mulheres à beira de um ataque de risos, e as falsas palavras chinesas
Posted Novembro 15, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura, Quadrinhos
Gosto disso. Dessas pessoas que juntam o esforço do seu trabalho artístico, praticam e mostram seu capacidade, são talentosíssimos no que se propõem a fazer e compartilham isso com seus amigos e pessoais tais que também fazem parte desse universo de divertidores, ou pura e simplesmente se comprazem no prazer. O camarada Paulo Scott, escritor, poeta, agitador, agora carioca, teve toda a razão ao dizer que não admito o fazer literatura (e arte em geral) sem o gosto e o prazer da diversão. Este sábado, hoje, dia 15, está pleno disso. Quem não desejou encarar as filas multiquilométricas de fuga de São Paulo, vai perceber totalmente.
Foi realizado um Desconcertos na Roosevelt há pouco tempo, não era para fazermos (eu e o Bac, vulgo Anselmo Luis, ou Don Bactone) outro tão logo em seguida. Mas não podíamos deixar de aproveitar a presença do querido Márcio Américo, autor de ‘Meninos de Kichute’, antes dele voltar para Londrina. E ainda mais se juntaram ao dia estes rapazes do quilate do Arroba, do Guizé, do Ruy, o Gabriel, o Régis. Não é possível ficar indiferente. Vai rolar literatura, poesia, música e arte dramática, acompanhadas de nossas devidas cervejas. Belo sábado.
- Também estou tremendamente entusiasmado e curioso com o lançamento do zine ‘Falsas Palavras Chinesas’, ali do lado do Sebo do Bac, na HQMIX Livraria. Os organizadores conseguiram juntar toda a vivacidade e vigor dos velhos fanzines (a idéia nasceu de um conversa de bar…), bolaram um tema maluco (”é assim que o biscoito quebra”), foram convidando ilustradores, escritores, fotógrafos, desenhistas, misturaram com a mais moderna tecnologia (conseguiram colaboradores do mundo inteiro, dos quatro cantos do planeta, e para isso serviram todos os e-mails, blogs, sites, e afins) e publicaram a revista na raça, sem nenhuma espécie de patrocínio. O resultado vamos ver hoje, ali na Praça Roos
evelt, mais à noite, a partir das 19:30. Quem vier para o Desconcertos já pode ficar e aproveitar a festa também.
- E estreou ontem a peça das mulheres! Isso deve estar muito maluco! “Mulheres, besteiras e um ataque de risos“, com Fernanda Gama, Fabiana Vajman e Mariana Clara, no Ruth Scobar, de sexta a domingo. Não fui ontem, tou morto de curiosidade; quando assistir, comentarei com toda certeza. Eu só sei que, com a pequena canja que elas deram, quando leram um pedacinho da peça lá no lançamento do meu livro, dá para perceber o quanto elas se esbaldam.
- Já falei que meu livro está à venda no Sebo do Bac?
Roosevelt, Guedes e Machados
Posted Novembro 13, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Estes caras vão realizar um Desconcertos histórico, tenho certeza. Diz aí. Com Márcio Américo (recém-descansando do término das filmagens da adaptação desse já-clássico da literatura moderna, o ‘Meninos de Kichute’), Sérgio Guizé, Gabriel Pinheiro, o Régis, o Arroba, e o Guizé ainda fecha com um pocket-show. Desconcertos de categoria. Neste sábado, dia 15, 15:00 hs. No Sebo do Bac, é claro. Praça Roosevelt, 124.
- e Prestenção: o livro de contos de Claudinei Vieira (isto é, eu) , o ‘Desconcerto’ à venda no Sebo do Bac sempre, claro, por meros vinte reais. Quem desejar com autógrafo, é só aparecer por lá nesse sábado. Se não puder aparecer, pelo site do Sebo é a maior facilidade (http://www.sebodobac.com/), e se mesmo assim quiser com autógrafo, é só avisar. (Agora, se fizer questão de que seja sem autógrafo, espero que esteja consciente que isso não dá direito a desconto)
- Do lançamento do livro do Guedes (Luiz Roberto Guedes) (’Meu Mestre de História Sobrenatural’) já fal
ei por aqui, mas repito porque é hoje, quinta-feira, dia 13, as 19:30, na Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915.
- Praticamente no mesmo horário, também hoje, também imperdível, é o evento no Sesc sobre Machado de Assis, o ‘Variações sobre o mesmo tema’, onde escritores atuais foram convidados a reescreverem alguns contos do Machado.
Devo dizer que esse é um tipo de idéia que não me atrai. Considero um tanto bobo. Penso que todas as homenagens realizadas este ano foram completamente válidas e coerentes e, quantas mais forem, nunca serão demais (embora seja bom dar uma pausa e uma respirada para o ano que vem). O que me pega aqui neste evento do Sesc é a admiração e respeito que tenho por vários dos participantes e é o que realmente está me importando. Só por conta disso já é um evento memorável, pois sei que estes escritores devem ter feito (como já fazem) um trabalho magnífico. Clique na imagem para ver o convite por completo.
- E segunda-feira, dia 17 de novembro, é o encontro com as Poetas. Na Galeria. Coletivo Galeria. Segunda-feira.
A grama do vizinho da Fabiana
Posted Novembro 13, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Desconcertantes
Fabiana Vajman não vale muita coisa, ama de loucura, odeia com paixão, sente felicidades absolutas e sofrimentos universais. Ou vice-versa.
O que sei é que, de qualquer modo, não há como ignorar Fabiana Vajman, apesar do seu tamanho gnominal. Pois ela não chama a atenção. Ela agarra a atenção, sacode-a, pisa em cima, dá um peteleco. Ela carrega uma energia tão forte, tão vibrante e explosiva, que de repente, caso não se esteja preparado (ou for um ‘uspiano’) pode se machucar.
Eu acho sensacional, me faz bem, me sinto tomado pela força e a beleza dessa mulher, e todas as vezes que nos encontramos ou a vejo atuar ou estamos a beber em algum bar das redondezas rodeados de amigos, ou ouço esta sua risada fenomenal ou a vejo brincar com a filha da Luana se reconhecendo como sua ‘irmã gêmea’, bueno, realmente sinto que isso me faz muito bem.
Talvez a conheça há pouco tempo demais. Talvez não tenha reconhecido ou visto momentos de depressão e tristeza explícitas e isso me assuste quando acontecer. Seria simplesmente muita bobagem minha, ela não esconde este seu lado, ao contrário, ela faz a prática do escancaramento, do jogar-para-fora, não se aguentar e não comer-palavras.
Ela não come as palavras em seu blog (http://agramadovizinho.zip.net/) (um dos blogs que preciso, necessito, visitar todo dia), em tudo e por tudo, a plena materialização por escrito da pessoa que conhecemos ao vivo. De vez em quando, ela solta umas verdadeiras granadas-de-mão de puro humor cáustico e sarcástico; em outros momentos, desabafos profundos. Há alguns posts, inclusive, que acredito poderiam até ser trabalhados e desenvolvidos e funcionariam muito bem para sair do formato de blog.
Este post aqui, por exemplo, do dia 12 (de nov/08) eu li tantas vezes que eu precisei, necessitei, colocar aqui. Apesar da minha condição de uspiano-ffelechiano-de-carteirinha pleno que sou, creio que entendo muito bem o tipo de pessoa a que se refere.
Independente de qualquer coisa, isso aqui é muito! engraçado, convenhamos. E humor, por mais desbragado que seja, não quer dizer que não seja sério.
“As organizações Pega Aqui e Balança têm o orgulho de apresentar a cartilha
Para Entender Fabiana Vajman
É assim: você está na sua, não pediu nada pra ninguém, só quer sossego lá no seu cantinho, quando chega um gnomo meio estranho, que fala meio alto demais bobagens demais. O que fazer?
Bom, isso vai depender de como você se sente com a chegada desse ser. Se você se acha culto demais, inteligente demais e se faz blasè demais o tempo todo para dar atenção às bobagens desse microorganismo, é melhor ignorar a presença do Playmobil saltitante. Não tenha a péssima idéia de justificar a sua cara de cu com explicações do tipo: “Nós, Uspianos não gostamos muito desse tipo de assunto.” O Playmobil é meio burrinho, gente, a despeito das tiradas espirituosas que faz (que aliás são meramente intuitivas, jamais foram raciocinadas). Com certeza, a um argumento desses o chaveirinho lhe perguntará: “O que é Uspiano? Só conheço os piano, moça”. Pior pra você suspirar e olhar do alto nessa hora. Aquela porrinha fez uma pergunta sincera: como ela iria saber que alguém teria o mau gosto de justificar seu mal humor alegando que estudou na USP? Melhor abrir o coração e contar que não trepa faz tempo por pura falta de candidatos, que aquela alegria sem fundamento incomoda e que gente estridente enche o saco. Garanto pra você que assim obterá muito mais respeito do pequeno roedor que se retirará em seguida lhe deixando sozinho com seus complicados pensamentos.
Ficar alfinetando com classe também não resolve, pelo mesmo motivo: a pintora de rodapés é meio burrinha e jamais vai entender suas lantejoulas. E se resolver ser mais direto e provocar até que surja uma reação violenta do tal Gremlin, tome cuidado: Ice Pop não puxa cabelo. Ice Pop soca. Ice Pop segura pela nuca e bate a testa do catucador na mesinha mais próxima. Ice Pop é pequena mas não tem senso de noção.
Repito, Uspianos: saiam de perto dessa filha pródiga de Lilliput. Fiquem na sua, olhando de longe com ar de desprezo, que ela os deixará em paz.
Porém, se a chegada dessa merdinha alegra de alguma maneira o seu coração, seja porque ela te faz rir da cara dela o tempo todo, seja porque ela te faz esquecer de se levar à sério, seja porque você acha que ela tem belos peitinhos, seja porque ela sempre tem na bolsa alguma coisa bacana pra compartilhar com você, ou simplesmente porque você vai com a cara dela e pra essas coisas não há explicação, então apenas lhe dê um sorriso aberto e um abraço apertado. Tome uma cerveja com ela. Fale de banalidades, ria de suas bobagens, tente achar alguma coisa pra elogiar e o faça. Em Lilliput se come elogios, são vitais para mini pessoas. Porém, não a leve à sério porque essa imbecilzinha fala as coisas sem pensar. Se ao perguntar “Tem fogo?”, ela usar sua voz mais sensual (ou o que ela considera sensual, o que pode ser ri-dí-cu-lo) e responder: “Eu sempre tenho fogo, garotão”, não vá achando que ela quer dar pra você. Ela pode até querer, mas não será assim que ela o demonstrará. E, se ao se animar e chegar junto ouvir um “ih, mizinfio, nem vai dar, vou dar pra você, não”, pode acreditar que é de coração que ela o falou. Mas não é nada pessoal e por favor não se ofenda. Ria e tome mais um gole com ela e tá tudo certo.
Fabiana Vajman é um ser simples e sem requintes. Não vale muita coisa, ama com loucura e odeia com convicção. Não tem muito talento, não se iludam com seu sobrenome, ela foi adotada, sua mãe não é sérvia. Ou talvez seja. Não sabe muita coisa e desistiu da maioria dos livros que começou a ler depois de terminar a “Coleção Vaga Lume”, porque acha tudo muito complicado e jamais teria a pretensão de ser uma Uspiana. Tem grandes mágoas, muitas dores e um filho que é seu elo com o mínimo de sanidade que consegue manter em meio a tantas tribulações. Ainda espera encontrar um grande amor, embora morra de vergonha de assumir isso. Então passeia pelos lugares errados, onde essa chance é nula, pagando mico e dando vexame. E conquistando grandes amigos.
(Se não te interessa entender Fabiana Vajman, eu é que não entendo por que você leu até aqui. Você também é Uspiano?)”
“Assuntos de Família”, de Rohinton Mistry
Posted Novembro 12, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Literatura
O começo de “Assuntos de Família” é familiar e doméstico. Descreve a pequena batalha diária de Coomy e Jal para impedir que o pai adotivo, Nariman, faça seu passeio habitual pelas ruas de Bombaim. Nariman Vakeel está fazendo 79 anos de idade e sofre do Mal de Parkinson, o que torna seus passeios cada vez mais complicados, ou no dizer de Coomy e Jal, “perigosos”. Um pequeno contratempo, uma torção no tornozelo justamente no dia de seu aniversário, um dos únicos momentos em que ele vê sua filha caçula Roxana e os netos, provoca uma crise. O acidente posterior, no entanto, é mais sério: ele precisa ficar imobilizado na cama durante pelo menos dois meses.
Coomy e Jal não suportam o trabalho: tirar e escovar a dentadura, tomar conta das fezes e urina, dar banho… Eles se livram do fardo, praticamente depositando Nariman na casa da meia-irmã, em um apartamento minúsculo em que mal cabem Roxana, seu marido e os dois filhos.
O que poderia se tornar facilmente uma comédia simplista de costumes, com alguns toques amargos e realistas, nas mãos de Rohintron Mistry torna-se uma crônica humanista, delicada e perfeitamente equilibrada. Desde o primeiro momento, somos tomados pela simpatia de Nariman, o seu bom senso derivado da idade e dos seus tempos de professor de literatura, as suas tiradas filosóficas e humoristas. Ficamos enojados com a mesquinharia e hipocrisia de Coomy e a fraqueza de caráter de Jal, que acaba fazendo tudo o que manda sua irmã. Admiramos a beleza e firmeza de Roxana, o saudável ceticismo de Yezad, seu marido, e a força da juventude dos filhos. É uma família agradável, com todas as suas idiossincrasias e problemas.
Mistry não cai, no entanto, em um reducionismo caricatural. Se Coomy e Jal são mesquinhos ou covardes, eles são humanos o suficiente para que os sintamos reais e tridimensionais. Mistry provoca aquele desagradável sentimento de reconhecimento quando, ao não gostarmos de um personagem, percebemos o quanto ele expressa características que são próprias de nós mesmos.
Yezad professa uma liberalidade de pensamento e critica a religião da mulher; no entanto, ao mesmo tempo impede seus filhos de sequer tocar na comadre que recolhe as fezes de Nariman, a ponto de terem que chamar a vizinha para fazer isso quando Roxana não está em casa. E por mais simpatia que possamos nutrir por Nariman, não há como não se sentir incomodado quando a comadre não chega a tempo e ele acaba sujando toda a cama, os lençóis e o chão ao redor. Quem pode dizer que encara isso com naturalidade?
Nariman em casa de Roxana provoca profundas e óbvias reavaliações em seu passado e em suas relações familiares, desencavando dores e complexos mal resolvidos, enquanto Coomy e Jal traçam planos dignos de uma novela mexicana para impedir que ele volte para casa. E quando parece que o livro vai ficar girando em torno destes problemas, Mistry provoca outra reviravolta e passamos a acompanhar a vida de Yezad. Sua ida ao trabalho, uma loja de artigos esportivos, principalmente de beisebol, o esporte nacional; sua relação com o chefe, um sonhador quase-infantil que coleciona fotos antigas de Bombaim; conhecemos seu amigo Vilas, um personagem que, para nós brasileiros, provoca uma enorme identificação pois lembra de imediato Dora, a personagem protagonizada por Fernanda Montenegro em “Central do Brasil”: ambos dedicam parte de sua vida a escrever cartas para pessoas que não sabem ler nem escrever. Embora as motivações de Dora e Vilas sejam completamente diferentes, o resultado é idêntico: através das cartas, vamos conhecendo uma outra realidade, antes oculta pela impossibilidade de expressão dos analfabetos, histórias de solidão, desconforto, laços familiares quebrados.
Acabamos perdendo Nariman de vista. Agora, é a própria Índia que nos é mostrada em toda a sua pujança, beleza, contrastes sociais e econômicos e preconceitos políticos e religiosos.
“Assuntos de Família” dá continuidade a uma obra que desde o começo foi reconhecida e aclamada como uma das mais importantes da literatura contemporânea. Rohintron Mistry nasceu em 1952, na própria Bombaim, em uma família parsi, uma minúscula comunidade religiosa que segue os preceitos de Zoroastro. Em 1975, ele realiza os sonhos de qualquer jovem indiano que tenha algum grau acadêmico: sair da Índia e trabalhar nos Estados Unidos, Inglaterra ou Canadá. Mistry forma-se em Matemática e Economia e muda-se para o Canadá com sua mulher. Símbolo máximo de status para os amigos de sua geração, consegue emprego em um banco como caixa. Entra para a Universidade de Toronto para aprender Inglês e Filosofia e começa a escrever alguns contos. Ao participar dos concursos literários internos, consegue uma proeza: é o primeiro indiano (aliás, o primeiro não-canadense) a conseguir o primeiro lugar. No ano seguinte, repete a proeza. Ao publicar estes contos em livro, em 1987, “Tales From Firozsha Baag” e, mais tarde, com “Such A Long Journey”, em 1991, vai ganhando cada vez mais prestígio e admiração.
Em 1995, publica seu primeiro romance, “A Fine Balance” (”Um Delicado Equilíbrio”, publicado aqui também pela Objetiva), um pesado e amargo retrato de uma Índia convulsionada pelos conflitos religiosos e políticos, durante o governo de Indira Gandhi, até esta ser assassinada. É o livro que o torna conhecido mundialmente, ganha vários prêmios (Giller Prize em 1995 e, em 1996, o Los Angeles Times Prize for Fiction para a categoria ficção; “Such a Long Journey” recebeu o Governor General’s Award e virou filme).
O que vale, naturalmente, em sua literatura não são as premiações. “Um Delicado Equilíbrio” e “Assuntos de Família” são livros necessários que misturam humor, crítica social, suspense, lirismo. Faz chorar, rir, assombrar de medo e gosto.
Sua leitura é uma experiência completa como há muito tempo não tinha lido.
Convite para um desconcerto carioca
Posted Novembro 11, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Coyote 18
Posted Novembro 11, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Literatura
A Coyote chegou com uma edição, a 18ª, que está prometendo ser um verdadeiro marco em sua trajetória. Coerente com sua postura de buscar qualidade literária e um belo projeto gráfico, este número traz como destaque um dossiê com a escritora Márcia Denser. De La Denser há muito admiro a inteligência, sua prosa sofisticada, a elegância de sua escrita, como sempre digo quando tenho oportunidade. Nos últimos tempos, tem exercido uma análise analítica, política, teórica, nas páginas online do site Congresso Em Foco. Aqui ela escancara sua verve em todos os aspectos em uma entrevista profunda, plena, polêmica e instigante. Pode-se ver trechos no blog do Ademir Assunção (zonabranca.blog.uol.com.br/) e se preparar para a porrada.
Mais do que isso, a Coyote apresenta um material belíssimo. Pra começar, só esta revista para ter releases tão bem escritos:
“Pode haver derrota mais execrável do que quando se é corroído por dentro pelas secreções ácidas da sensibilidade até que perdemos nossa silhueta, dissolvidos, liquefeitos? Ou quando a mesma coisa acontece na sociedade em nossa volta, e mudamos nosso próprio estilo para ficarmos parecidos com ela?”. Yukio Mishima sintetiza, no editorial do número 18 da revista editada em Londrina (PR), o espírito de revolução permanente de nossas sensibilidades e da nova edição da Coyote.
Coyote 18 resgata o talento e a lucidez furiosa da escritora Márcia Denser. Como escreve Ademir Assunção na apresentação do dossiê: “Prosa densa, labiríntica, poética [...]. A cada livro, seu texto (e, principalmente, o subtexto) vem funcionando como uma broca de prospecção, cavoucando cada vez mais fundo os conflitos humanos”.
A prosa brasileira está representada também na edição pelo cearense Pedro Salgueiro e pelo pernambucano Alberto Lins Caldas. Já a poesia contemporânea exibe sua riqueza e variedade nos poemas de Joca Reiners Terron, Celso Borges e Zhô Bertholini. A literatura produzida em Londrina está presente nos poemas de Beatriz Bajo, escritora inédita em livro.
A revista apresenta ainda a poesia da polonesa Wislawa Szymborska (traduzida por Regina Przybycien), prêmio Nobel de 1996, e incrivelmente ainda inédita em livro no Brasil, bem como um conjunto de poemas de um dos fundadores do movimento surrealista, Paul Éluard (traduzido por Eclair Antonio de Almeida) e, pela primeira vez no Brasil, haikus de Jack Kerouac (em tradução de Rodrigo Garcia Lopes). O próprio escritor norte-americano assim se referia aos haikus: “Acima de tudo, um haiku deve ser bem simples e livre de qualquer truque poético e pintar um quadro e ainda assim ser tão leve como o ar, gracioso como uma Pastorella de Vivaldi”.
O escritor francês Michel Houllebecq marca presença em ensaio poético “Manter-se Vivo: Méthodo”, traduzido por Sandra Stroparo, em que afirma: “Nas feridas que ela nos inflige, a vida se alterna entre o brutal e o insidioso. Conheça essas duas formas. Pratique-as. Adquira um conhecimento completo. Distinga o que as separa e o que as une. Muitas contradições, então, serão resolvidas. Sua palavra ganhará em força e em amplitude”.
O fotógrafo Iatã Cannabrava assina a capa e o ensaio fotográfico da edição, “Uma Outra Cidade”, com imagens da periferia de São Paulo. O número fecha com o cartum de Paulo Stocker para o “Movimento Contra Malhação de Judas”.
Em seus seis anos de atividade, Coyote prossegue abrindo espaço para novos autores, resgatando e apresentando nomes importantes das letras e das artes, de épocas e lugares diferentes, instigando a reflexão e a criação literária. A revista é patrocinada pelo PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) da cidade de Londrina.
COYOTE é editada pelos poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Projeto gráfico de Marcos Losnak. Tem periodicidade trimestral e distribuição nacional (em livrarias) pela Editora Iluminuras.
COYOTE 18 // Primavera de 2008 // 52 páginas // R$ 5,00 (Londrina) e R$ 10,00 (outras cidades)
Uma publicação da Kan Editora. Vendas em livrarias de todo o país pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161 (site: www.iluminuras.com.br). Pode ser adquirida também na internet pelo Sebo do Bac (http://www.sebodobac.com).
Um desconcerto pelo Rio. E mais.
Posted Novembro 10, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura, Música
Amigos cariocas, amigos não-cariocas radicados no Rio de Janeiro, amigos de qualquer Estado que de repente estejam pela Cinelândia no dia 24 de novembro, aguardem-se: farei uma comemoração na Livraria Odeon, lançando meu livro de contos, o ‘Desconcerto‘!
Caras, vai ser um imenso prazer reencontrá-los, colocar o papo em dia, e tomar umas e outras. Logo mais trarei mais detalhes e divulgarei o convite mais diretamente, mas já fica aqui o aviso. Claro, será bacana se eu vender alguns livros; no entanto, vocês sabem, o importante será matar esse tremenda saudade de todos vocês.
Enquanto dia 24 não chega, por aqui as ondas paulistanas estão ferventes. E o Desconcertos estão pulando de um lado para o outro. Muito bom isso. De terça-feira, as 21:00, no Teatro X o ‘Fábrica de Animais’ continua estourando o coração de emoção. Não é somente os vocais da Fernanda D´Umbra (que está cantando cada vez melhor, com maior interpretação, ainda com mais calor) ou a gaita de Flávio Vajman, a guitarra de Sérgio Arara, o baixo do Rubens K, a bateria do Cristiano Miranda. É o rock, é o blues, é o soul também se imiscuindo pelas notas, é a empolgação e um senso, não estou encontrando palavra, de compartilhamento, de conspiração, talvez. Creio que é isso. Estão todos conspirando para que as noites de terça-feira no X sejam de arrepiar. O Daniel, o Cavana, vulgo Danny Boy (ou Demon Boy, como o Paulo de Tharso diz) tem filmado e fotografado as terças. Dá para ver aqui: http://ancestral.zip.net/. O teatro fica na Rua Rui Barbosa, 399.
Enquanto o dia 24 não vem, o Desconcertos vai até a Galeria. No Coletivo Galeria (Rua dos Pinheiros, 493) no dia 17, eu e o Anselmo ‘Bac’ Luis montamos uma noite especial com vozes femininas. Isso aqui vai ser simplesmente demais. Convidamos a Dani Angelotti, a Greta Benitez, a Andréa Del Fuego, a Mariana Leme, a Paula Cohen, a Fernanda D´Umbra, é o ‘Coletivo Mulher - As Poetas na Galeria’. Entre escritoras, poetas, atrizes, cantoras, seis das mais belas expressões femininas da atualidade. Para fechar a noite, em versão pocket, o ‘Fábrica de Animais’ vai mostrar um pouco do que eles estão fazendo lá no X. O Danny Boy, aliás, também tem um gravação do que eles fizeram no lançamento do meu livro.
Nessa terça, aliás, dia 11, um pouco mais cedo, 19:30, o camarada Sérgio Telles lança o segundo volume do seu ‘O Psicanalista vai ao cinema’, na Livraria All Brooks (Rua Simão Álvares, 1020). Na quinta, dia 13, é a vez do grande Guedes, o L
uiz Roberto Guedes, a lançar ‘O Meu Mestre de História Sobrenatural’. Isso promete (”Viagem aos mundos da literatura fantástica. Meu Mestre de História Sobrenatural mescla o fantástico, o sobrenatural e a ficção científica num caleidoscópio de histórias, um bazar bizarro que evoca a magia da literatura e celebra os vôos da imaginação”. Gil Pinheiro). Sim, isso promete.
Mas, uma hora o dia 24 vai chegar. E estarei comemorando o lançamento do meu livro e bebericando umas e outras pelo Rio. Aguarde-se.
Carlaccio no Fotoblog
Posted Novembro 10, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Como não poderia deixar de ser, o encontro com Ricardo Carlaccio na Casa das Rosas, além de um evento eminentemente literário (ele leu textos de seus livros já publicados e do seu blog, Bukoviski e Luana Vignon), foi igualmente um encontro com amigos e conhecidos, um bate-papo simpático, que se estendeu pela noite afora, horas depois que o Desconcertos propriamente dito acabou.
Este Desconcertos também foi memorável pelo fato de Carlaccio ter sido o único convidado até hoje que trouxe uma garrafa de vinho para acompanhar a leitura. Claro, a garrafa não foi esvaziada somente por ele.
Olha, gostei da idéia.
Veja algumas imagens desse dia no FOTOBLOG DO DESCONCERTOS
Carlaccio, amanhã, dia 08 de novembro, na Casa das Rosas: Desconcertos na Paulista
Posted Novembro 7, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Desconcertos, Evento, Literatura
Carlaccio é um camarada que merece respeito e uma admiração tremenda. Pela coragem e determinação de fazer com que sua literatura e o ato de escrever sejam o seu sustento de vida. Literalmente. Batendo perna pelas ruas de São Paulo, oferecendo pessoalmente seu trabalho, realizando seu ‘marketing’ de boca-a-boca, produzindo seus próprios livros. É claro que nem o trabalho, suor e dedicação, nem seu carisma e simpatia, determinam boa literatura.
Acontece que, e isso sim é o importante, ele é um excelente escritor! E é por essa razão que tenho o maior orgulho e prazer de convidar Ricardo Carlaccio para o encontro ‘Desconcertos na Paulista’ deste próximo sábado, dia 08, neste casarão da poesia e literatura paulistana, a Casa das Rosas.
INSCRICÕES ABERTAS PARA O 2º FESTIVAL DE FILMES INDEPENDENTES CAMERA MUNDO
Posted Novembro 7, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Cinema
Ana Lúcia Nishio, brasileira radicada na Holanda, batalhadora pelo cinema independente, membro da Fundação Caramundo, dá o toque:
“A organização do Festival de Filmes Independentes Camera Mundo tem o prazer de anunciar que as inscrições para a 2a edição estarão abertas a partir de 1º de novembro de 2008.
O Festival de Filmes Independentes Camera Mundo é um festival anual organizado pela Fundação Caramundo que se dedica a exibir internacionalmente produções audiovisuais independentes e de baixo orçamento. Em Abril de 2008 realizamos a primeira edição do festival, com a participação de mais de 60 filmes brasileiros, grande público e ótima repercussão tanto na mídia brasileira como holandesa. Nosso sonho de dar a jovens diretores um palco internacional, abrir portas, fazer intercâmbios e aumentar suas possibilidades tornou-se realidade.
Nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2009, repetiremos a dose!
Aproveitando a comemoração do Verão do Brasil em Rotterdam, a segunda edição do Camera Mundo terá novamente como foco o Brasil. Portanto, cineastas, animadores e documentaristas de todo Brasil, inscrevam seus trabalhos! As inscrições para a segunda edição do festival estarão abertas entre os dias 1º de novembro a 28 de fevereiro (data do carimbo de postagem). O resultado da seleção dos filmes, feito por uma comissão curadora, será comunicado aos inscritos a partir do dia 6 de Abril de 2009 por email, ou no site do festival.
Para mais informações, entre em contato conosco:
Ana Lúcia Nishio analucia@caramundo.org
Hedwig Maria Hupkes hedwigmaria@caramundo.org
Para saber mais sobre os outros projetos da Fundação Caramundo, entre no site www.caramundo.org
Aguardamos seus filmes!
BOA SORTE!”
Sexo nesse mundo bizarro
Posted Novembro 6, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Artigo
Nesse universo infindável da internet, é comum os caminhos se alargarem de tal forma que, de um ponto de partida, nos levamos a caminhos insuspeitos. Natural, todos sabemos da sensação de uma informação levar a outra e outra e mais outra centena, e por aí.
Há alguns anos, fiquei sabendo da movimentação que havia de uma parte da juventude norte-americana de uma espécie de pacto pela virgindade antes do casamento. Não era um movimento capitaneado pelas igrejas católicas nem protestantes (embora, claro, elas devessem aplaudir, entusiasmadas), mais uma tomada de consciência espontânea, era esse o tom do artigo que eu estava lendo. Desconfiei um tanto dessa tal ‘espontaneidade’. Em sendo verdade, indicava no mínimo o cada vez maior moralismo e conservadorismo das novas gerações nos Estados Unidos. Os dados eram bem expressivos e vinham com mais alguns detalhes, como o costume (a obrigação) de se dar presentes de namoro, em especial anéis, tal qual aliança de noivado ou de casamento. Neste caso, servem como uma demonstração ao mundo de que aquele casal não transaria de forma alguma antes de se casarem. A matéria vinha inclusive com uma foto de uma manifestação com centenas de adolescentes.
Gostaria de entender isso melhor, portanto, comecei a ‘googar’.
De imediato, comecei a me distrair, pois a quantidade de coisas, notícias, acontecimentos, pensamentos, relacionados com sexo é tanta (e aqui acho bem explicitar, estou me referindo a sexo como comportamento, e não como pornografia, este sim um universo bem mais vasto) que é muito fácil se perder. A maioria absoluta é muito idiota e não valer a pena perder tempo (um exemplo de alguns títulos encontrados: “Homem afirma que já fez sexo com mais de mil carros“; “Cabeleireiro perde processo contra água que ‘destruiu sua vida sexual“; “Artista que usa pênis como pincel vira atração de feira de sexo na África do Sul“; dispenso maiores detalhes…). Alguns são igualmente idiotas, mas pelo menos são engraçados como a pesquisa divulgada pela BBC Brasil (uma fonte aparentemente inesgotável de cultura absolutamente inútil) realizada no começo do ano que diz que seis de cada dez europeus preferem futebol a sexo. Como a pesquisa foi feita em março havia a preocupação com a chegada da Eurocopa e da Olimpíadas e de como as pessoas se comportariam e se relacionaram com as emoções do esporte. Segundo a pesquisa, os mais fanáticos eram os suecos: 95% dos entrevistados responderam nunca ou quase nunca trocariam uma partida de futebol por uma relação sexual.
Tentei voltar à minha pesquisa anterior, mas logo encontro a história da norte-americana que ‘deu’ de presente ao marido aniversariante um ano inteiro de sexo direto. Até que conseguiram manter o ritmo, durante esse ano só interrompiam por motivo de viagem de um dos dois. Ao final, tiveram uma média de vinte e seis a vinte e oito dias de sexo a cada mês. Outro casal, também dos Estados Unidos, teve a mesma idéia, embora o compromisso fosse mais restrito: 101 dias direto, sem desculpa de viagem, doença, cansaço. Estes casais cumpriram o que queriam, ajudaram a quebrar sua rotina diária do casamento, ajudaram em seu relacionamento e ajudaram também no orçamento familiar, pois lembre-se estou falando dos Estados Unidos: eles escreveram livros contando sua experiência e parece venderam muito bem…
Tudo isso pode parecer bobagem, e provavelmente é. No entanto, o que me interessa não é essa fachada excêntrica e divertida, mas o que ela indica por trás. Não sei bem sobre o tédio do casamento e a necessidade de alternativas rebuscadas e a transformação disso em lucro financeiro, mas o que dizer da prática de cobrar favores sexuais como forma de pagar o aluguel da casa? E isso é na França, como nessa matéria intitulada “Prática do ’sexo por aluguel’ expõe crise de moradia na França” e aqui não há graça. Franceses jovens e pobres são os que mais sofrem por conta de uma absurda crise onde os aluguéis são obscenamente caros (em um país reconhecido como um dos mais caros no custo de vida) e são sujeitos inclusive a esse tipo de exploração. Ondine Millot que fez a pesquisa durante seis meses demonstra o quanto isso é escancarado mesmo nos anúncios: “A frase que se procura é “em troca de serviços” – quando um quarto em um apartamento é oferecido, muitas vezes “de graça”, em troca de “serviços”. Às vezes o serviço é perfeitamente inocente – limpar o apartamento ou lavar as roupas, uma maneira de reduzir os altos custos de alugar o imóvel. Mas outras vezes as demandas são sexuais, degradantes, quase perversas. “Sexo duas vezes por mês”, diz um anúncio, direto. Outro procura alguém “aberto de espírito e de outras coisas”. “Apartamento em troca de serviços libertinos”, diz um terceiro. E note-se: a questão não é falta de casa! Acontece que a moradia é um mercado extremamente competitivo, as pessoas preferem utilizar as casas como meio de rendimento. Assim, proporcionalmente, há muito mais casas vazias, e gente morando nas ruas, do que em Londres, por exemplo, onde os donos preferem usar a casa como moradia própria.
Por outro lado, e voltando aos Estados Unidos, penso em Teresa Jeffs e em como ela traduz bem a prática fundamentalista das seitas mórmons das mulheres serem ‘dadas’ para casamento com pessoas muito mais velhas porque ‘ordenado’ por Deus’ ou pelo seu representante imediato e mais próximo. Teresa é filha de Warren Jeffs, profeta da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e foi dada como esposa um dia depois de completar quinze anos para outro membro da seita, Merril Jopp. No mesmo dia, Deus revelou a Warren que ele também tinha que se casar (ele já tinha por volta de 60 esposas) e tomou a filha de Merril, Merianne Jessop. Merianne tinha doze anos. Aí enveredamos por um discussão-monstro realmente complicada.
Em todos esses exemplos, não há exatamente sutilezas, nem em suas proposições nem nas consequências.
Um caso um tanto mais difícil de destrinchar as razões e implicações é o das meninas que fizeram um pacto de engravidamento coletivo. 17 garotas, todas de uma mesma escola, a Gloucester High School, em Gloucester, no Estado de Massachussetts (isto é, Estados Unidos). Nenhuma com mais de dezesseis anos. Resolveram que ficariam todas grávidas, ao mesmo tempo. Várias não conseguiram e saíam frustradas do posto médico onde fizeram os exames. As demais chamavam a atenção pela alegria esfuziante e pelo fato de que naquela localidade a média de gravidezes por ano é de quatro. De repente, 17 adolescentes acharam legal ter filhos. Entre as várias opiniões sobre o assunto que recolhi pela net há de tudo, tanto as explicações sócio-econômicas quanto psicológicas, as educacionais e as históricas, quanto as neurastênicas (‘burras, são burras, que burrice!’), o que senti realmente foi uma enorme perplexidade. Ninguém consegue explicar. Nem eu vou me atrever. Compartilho dos perplexos.
Para não dizer que estou implicando com os Estados Unidos (país que sempre me assombra pela profundidade de suas neuroses, de seus recalques, e de sua hipocrisia, tudo centuplicado pelo seu poder econômico), vamos a essa idéia de gênio para acabar (ou relaxar) com a guerra Israel – Palestina: um site pornográfico inter-racial, um porno-tube judaico-arábico. É ou não genial? Esse faço questão de passar o link (http://www.parpar1.com/). Tem a versão em inglês, mas o barato é ver a página original, pois garanto que não há a menor possibilidade de se confundir. A matéria que encontrei diz tudo: “O caminho para a paz no Oriente Médio, pelo menos segundo os criadores do site de entretenimento adulto Parpar1, é o sexo. Revivendo o slogan ‘faça amor, e não guerra’, a página reúne filmes pornográficos com mulheres e homens judeus ou árabes israelenses. Fundado por dois profissionais da área de tecnologia de informação de Tel Aviv, a página contém vídeos - a maioria com elenco formado por amadores - com títulos curiosos como “a filha do rabino”, “orgia em Jerusalém” e “lésbicas kosher”. Em entrevista ao jornal ‘Forward’, Avi Levy, um dos criadores do site, afirma que o serviço foi criado apenas de olho nos lucros. “Eu não sou político. Estou aqui para ganhar dinheiro”, diz Levy. “Mas, é claro, eu não acho que um árabe é um ser inferior a um judeu.” A postura “politizada”, no entanto, é um dos grandes responsáveis pelo sucesso inicial do site. “Era um nicho ainda inexplorado na pornografia: sexo explícito entre árabes e judeus”, conta Levy.”
‘Orgia em Jerusalém’! Vai me dizer que não é fantástico? Simplesmente genial.
E sobre a história daquele movimento de jovens norte-americanos contra o sexo antes do casamento? Nada. Não encontrei nenhuma palavra.
Ricardo Carlaccio na Casa das Rosas
Posted Novembro 4, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Carlaccio é um camarada que merece respeito e uma admiração tremenda. Pela coragem e determinação de fazer com que sua literatura e o ato de escrever sejam o seu sustento de vida. Literalmente. Batendo perna pelas ruas de São Paulo, oferecendo pessoalmente seu trabalho, realizando seu ‘marketing’ de boca-a-boca, produzindo seus próprios livros. É claro que nem o trabalho, suor e dedicação, nem seu carisma e simpatia, determinam boa literatura. Acontece que, e isso sim é o importante, ele é um excelente escritor! E é por essa razão que tenho o maior orgulho e prazer de convidar Ricardo Carlaccio para o encontro ‘Desconcertos na Paulista’ deste próximo sábado, dia 08, neste casarão da poesia e literatura paulistana, a Casa das Rosas.
DESCONCERTOS NA PAULISTA são os encontros mensais, sempre em um sábado à tarde, com os autores responsáveis pelo melhor da literatura brasileira moderna. Ao escritor-convidado peço que traga três textos para ler e compartilhar com o público: um texto próprio (inédito ou não), um texto de um autor consagrado que considere seja muito importante para sua própria escrita, e um texto de um autor jovem, que esteja surgindo agora e considere tenha seja muito bom. Com duração aproximada de uma hora, o evento divide-se entre as leituras e, em sua segunda parte, com um bate-papo informal com o autor, respondendo perguntas do público.
RICARDO CARLACCIO é paulista, nascido em 1976 e publicou de forma independente os pockets Postal Mambembe (Poemas, 2002), Balada Perdida (Ficção, 2003), Blues Escarlate (Ficção, 2005), Um Drink No Bunker (Contos, 2007) e A Última Ficha na Jukebox (Ficção, 2008). Tem contos publicados nas Revistas Coyote ( número 17), Só (número 1) e é colaborador da Revista Virtual Lasanha (http://revistalasanha.cjb.net) . Mantém regularmente os blogs “Neal Cassady Roubou Meu Maveco” (http://carlaccio.zip.net) e “As Vadias de James Brown”, de contos pornográficos (http://bluevelvet.zip.net) . O autor participou de leituras em eventos como: Desconcertos na Roosevelt, Autor na Praça ( Espaço Plínio Marcos) e Vocabulário.
E também para conhecer um pouco desse figura emblemática da cidade de São Paulo, dá para assistir uma entrevista online, produzida por este outro maluco genial, o MAICKNUCLEAR neste link: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=378203
Desconcertos na Paulista com Ricardo Carlaccio
dia 08 de novembro, sábado, 17:00
Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 - próximo metrô Brigadeiro - São Paulo
E como foi?
Posted Novembro 4, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Pois então.
Há muito o que falar e, na verdade, há tudo a ser dito.
A quantidade de amigos foi extraordinária, muitos companheiros, várias ‘tribos’ diferentes reunidas: pessoal da faculdade, escritores amigos, a praça roosevelt, artistas e conhecidos, muita gente que admiro, respeito, e amo. Foi uma tarde especial, claro, o livro vendeu bem (viva!), o evento foi pura poesia, algumas leituras ficarão marcadas na minha memória para sempre (e por conta disso, já por isso, todo o esforço valeu o suor, o trabalho e a dedicação).
Agora, o Desconcerto continua, obviamente. Dia primeiro foi o início.
Somente o início.
Sobre fotos: já falei por aqui sobre como as fotos proporcionam um reflexo tão pálido da emoção e do tenso sabor do momento vivido (estou me referindo, principalmente, às fotos que Eu tiro; minha incompetência foto-jornalística é atroz…). No entanto, ajudam a dar uma idéia, mesmo que distante. Renovo assim a frequência do Fotoblog do Desconcertos (clique-se AQUI) e, aos poucos, e à medida que as pessoas me mandarem as que tiraram, postarei, para compartilhar, um pouco do que foi o dia. O Daniel Cavana, além de fotos, também gravou alguns trechos, então preparem-se.
VAleu!
Logo trarei fotos, farei comentários e contarei histórias do lançamento do Desconcertos, mas por enquanto somente um breve, rápido e sucinto comentário, até que me passe essa ressaca
Posted Novembro 2, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Lançamento
Posted Outubro 30, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Merry Christimas, Mr. Reed
No Rio, cobrador é chamado de trocador.
Seu Apolinário está morto há dois dias. Ninguém no prédio sabe disso e ainda vai levar algumas semanas, pois era um recluso, não saía do quarto e não tinha amigos. Não inspirava simpatia, era um louco, um safado
A questão é que, de repente, a porra explode, a merda acontece. Assim. (se este texto for conectado com link interativo, você estará ouvindo agora um estalar de dedos).
40.000 crimes de morte violenta no Brasil. Pelos critérios da ONU, 15.000 mortes violentas anuais caracterizam guerra civil generalizada.
O garçom derrubou a bandeja, quebrou o copo provocando um grande estardalhaço e a garota gritou.
No entanto, parece mentira, demoramos muito até transarmos pela primeira vez, ela não queria nada convencional, havia de ser different, baby, different, clean, sem neuras, algo fim-de-milênio, sabe meio matrix,
Na rua Barão de Itapetininga, no meio do tráfego de pessoas que corriam de um lado para o outro carregadas de embrulhos e indiferença, em um dia quente de verão paulistano, um velho sentado em um banquinho de três pernas olhava fixo para o nada e, absorto, cantava parabéns pra você nesta data querida muitas felicidades muitos anos de vida.
Sônia considerou as razões pelas quais tudo dava errado e concluiu que eram todas.
Percebeu, horrorizado, que Carlão levantou e ficou ali de pé, poste negro de quase dois metros de altura, no meio da noite, no meio dos tiros, balançando quase caindo e gritando com toda a força: “OLHA O PIPOCO, MEU! OLHA O PIPOCO.”
Um demônio negro, um pastel e um desconcerto
Posted Outubro 28, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Um demônio ronda pelo mundo da literatura e no próximo dia primeiro de novembro, no sábado, estará mais especificamente na cidade de São Paulo, na Praça Franklin Roosevelt, no Sebo do Bac, para o lançamento do meu livro de contos, o ‘Desconcerto’. Clique na figura para ver o convite por inteiro. Orgulho e prazer presentes, é claro. Para comemorar o fato, para celebrar o feito, para compartilhar a emoção, o convite para participar da festa. Haverá beleza, isto é, poesia e prosa. Haverá música, rock e blues. Haverá escritores, amigos, e cerveja. E nos daremos a mão ao demônio, no melhor dos sentidos possível.
Alguns fatos e respostas (para perguntas que, talvez, você nem soubesse que tinha) para se preparar para o momento.
- O que é ‘Demônio Negro’?
É a editora criada pelo poeta, designer, editor e maluco Vanderley Mendonça para dar vazão a sua necessidade de privilegiar uma literatura de alta qualidade que não encontra lugar nas grandes editoras. No pouco tempo que existe (há dois anos), a Demônio Negro já garantiu espaço na história das publicações no Brasil, editando autores e obras extraordinários, jovens e inéditos
alguns, reconhecidos e consagrados outros, poetas e prosadores, tudo com belíssimo acabamento e diagramação.
- Como trabalha a ‘Demônio Negro’? Como publicou seu livro!? Como funciona a distribuição?
Calma, calma. Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a editora funciona com a) edições limitadas e b) venda por demanda. Em outras palavras, tomando o meu livro ‘Desconcerto’ como exemplo: foram publicadas algumas dezenas de exemplares, dirigidos para a festa do lançamento. À medida que os livros forem vendidos, e houver mais pedidos, serão feitos os próximos.
Em algumas outras palavras (se o lançamento for um sucesso estrondoso) (o que, sinceramente, imagino que você saiba, é o que eu espero) dependendo da hora que você chegue não encontrará seu exemplar! Mas não se preocupe, basta marcar o pedido que seu exemplar estará garantido (e devidamente autografado e tudo).
Por outro lado,
já houve uma série de custos para garantir esta primeira edição.
Portanto,
preciso que haja uma boa venda para a) custear estas primeiras despesas e b) garantir próxima
s edições. Portanto, meus amigos.
- Sim, e quanto à distribuição?! E se eu
não moro em São Paulo?!
Creio que deve estar claro que esse livro não estará disponível na Amazon nem nas grandes redes internacionais. Por enquanto. Sem problemas. Pelo Sebo do Bac o livro chega a qualquer ponto do Brasil e do planeta e, mais pra frente, haverá alguns pontos de venda especiais (como a Rato de Livraria, por exemplo). Se preferir, é só entrar em contato com a editora ou comigo diretamente.
- Quem fez a capa? Quem diagramou? Quem foi o maluco que resolveu publicar um livro seu?
Vanderley Mendonça. A culpa é dele.
(a ilustração da última capa utilizada para esse convite é um desenho original do ilustrador Wilson Neves; valeu, Wilson!)
- Por que ‘Demônio Negro’? De onde saiu esse nome?
Isso você vai ter que perguntar ao Vanderley. Que nome ótimo, não?
- ok, quanto ao se
u livro. São contos. Todos inéditos?
Não. Este livro reúne vários contos que tenho escrito e publicado principalmente pelos meios eletrônicos. Já publiquei em vários sites, blogs, revistas, jornais, já participei de algumas antologias, e há um conto que foi premiado e publicado pelo jornal O Estado de São Paulo em um caderno especial sobre a cidade de São Paulo. Eu diria que o livro se constitui de metade material inédito e metade textos que já circularam, de uma forma ou de outra. No entanto, todos eles foram reescritos, reformatados, repensados, e montados para formar uma obra com coerência interna. É portanto uma obra e não um apanhado de contos, nem uma antologia.
- Por que colocar o mesmo título das atividades que você tem promovido por aí (como os “Desconcertos na Paulista”, na Casa das Rosas, e o ‘Desconcertos de Poesia na Roosevelt’, no Sebo do Bac)?
Pois é, a confusão é natural, já que somente agora o livro está vindo a público.
Mas, em verdade, o livro, o Desconcerto, já existe faz um bom tempo. Foi sendo remodelado, re-escrito e repensado, por diversas vezes, mas o livro já existe. Como, no entanto, nunca consegui publicá-lo anteriormente, acabei usando o nome (que sempre achei excelente) para intitular as atividades. Portanto, o livro, mesmo não tendo sido publicado, veio primeiro.
Talvez uma forma de diferenciar seja prestar atenção q
ue o livro é um ‘Desconcerto’ (no singular) enquanto que as atividades são ‘Desconcertos’ (no plural).
Tá, sei bem que isso não ajuda lá muito, mas, bueno, eu tentei.
- E o ‘detalhe’? Quanto vai custar?
Meros vinte reais!
- Há muitos convidados para o seu lançamento no dia primeiro. Todos eles vão fazer leituras
do seu livro?
Não! Ao contrário. O que eu pedi é que todos fiquem completamente à vontade para trazerem e mostrarem sua própria arte. Isto é, caso queiram se referenciar ao meu livro são completamente livres, mas não é o tema nem o motivo por terem sido convidados. São todos artistas, escritores, poetas, músicos, cantores, atores, tão extraordinários, que calcar tudo em cima de minha pessoa seria empobrecer a festa. O evento é o que costumo realizar, junto com o camarada Anselmo Luis, o ‘Bac’, há alguns anos, no espaço do Satyros, quem já foi, sabe bem o que esperar. A grande diferença, talvez, seja o número de convidados, que costuma ser um ‘pouco’ menor. Muito embora, por minha vontade, haveria algumas centenas de mais artistas. Fosse eu convidar o tanto de pessoas que gostaria, a festa duraria uma semana (ei, até que não é uma má idéia…)
- Então, o que você está planejando para o dia?
Veja só essa lista de convidados! (além de mais algumas pessoas que acabaram não tendo seus nomes no convite). A Fabiana Vajman junto com Danielle de Farias e a Fernanda Gama vão montar um pequeno sketche de uma peça que estão montando juntas. Márcia Denser, nossa musa - dark da moderna literatura brasileira, a escritora que mais influenciou minha vontade de escrever, dará o inenarrável prazer e honra de sua presença (além de ter escrito o prefácio do meu livro!, coisa que há alguns anos atrás eu teria imaginado que seria simplesmente um delírio da minha mente!). A voz, a presença, o carisma e o extraordinário talento do Paulo de Tharso. A gaita do mestre Flavinho percorrerá o evento com seu blues rasgado e a voz marcante da bela Fernanda D ´Umbra nos mostrará um pouco do ‘Fábrica de Animais’. Para não dizer que não haverá nada diretamente ligado ao meu livro, pô, tou montando uma surpresa junto com o querido Nelson Peres, um dos melhores atores em cena no Brasil atualmente, aguarde-se! Haverá as presenças do Marcelino Freire, da Mariana Leme, da Ana Rüsche, oh, da Paloma Vidal, do Daniel Cavana, o ‘Danny Boy’, a Andréa Del Fuego, o Carlaccio, da Márcia Bechara, da Yara Camillo, e oh, têm mais alguns que ainda não posso citar, pois não me confirmaram presença, mas que será simplesmente sensacional se puderem vir.
Claro, com tais pessoas, e com tal clima, isso vai ser somente o começo da noite.
O ‘evento’ continuará por aí, pelas mesas do Satyros II, na companhia inefável de tais amigos, passaremos pelas mesas do espaço Parlapatões onde a conversa será tão ou mais animada, daremos um tempo no Amistosas, e de manhã, concluiremos o lançamento comendo um pastel na feira de domingo da praça roosevelt, ancoradouro da larica matinal.
Será um verdadeiro desconcerto, concorda?
Então, é isso. Aguardo sua augusta presença, meu amigo, minha querida amiga.
Lançamento do livro ‘Desconcerto’, de Claudinei Vieira
selo Demônio Negro
20,00
Sábado, 01 de Novembro, 15:00
Sebo do Bac
Praça Franklin Roosevelt, 127
Sebo do Bac nas Satyrianas
Posted Outubro 24, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Anselmo ‘Bac’ Luis avisa: “Começou a maratona de espetáculos na praça Roosevelt. Quatro dias de peças, filmes e muita literatura. O sebo do Bac situado no teatro Satyros 2 fará uma grande promoção no qual envolve também o acervo da internet. No Satyros 2 estaremos com livros novos e usados na pilha do garimpo. Os preços serão de R$5,00 à R$10,00 no máximo. Todos os livros que estão nos expositores terão 10% de desconto na compra em dinheiro. O acervo da internet www.sebodobac.com.br poderá ser consultado e no máximo em 24 horas o desejado estará disponível no Satyros 2 para retirada. O bacana é que quem pedir livros pelo e-mail : vendas@sebodobac.com.br poderá ganhar 10% de desconto pagando em dinheiro no Satyros 2. O sebo do Bac entra de cabeça na maratona teatral e faz o possível para tornar a leitura um prazer bem acessível ao publico das Satyrianas. O acervo do sebo todos já conhecem : Literatura, Teatro e Cinema da mais alta qualidade. Desde já convido a todos para o lançamento do livro ‘ Desconcertos de Claudinei Vieira” que acontece no dia 1 de novembro á partir das 15:00 Hs com a presença de muitos escritores, músicos e atores. Dentre eles : Marcia Denser. Marcelino Freire, Fabio Brum e Fernanda D´Umbra.”
Festa do Lançamento : 01 de novembro
Posted Outubro 21, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Noite de M.A.s: Maria Alzira no b_arco; Márcio-André na Caixa Cultural
Posted Outubro 16, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
- Claro, o ideal seria dar uma passada em um lançamento, cumprimentar os amigos, e completar a noite na companhia de demais amigos, e fazer as devidas homenagens. Imagino que seja fácil perceber que isso será um tanto difícil. Mas, sei lá, quem sabe.
De qualquer modo, já ficam aqui meu abraço e beijos, os parabéns. Vocês merecem, e muito.
- A Maria Alzira Blum Lemos lança hoje o seu aguardado “A ordem secreta dos ornitorrincos”. O lançamento marca também o recesso portenho da editora Amauta, portanto, aproveite-se! Lá no Brasil Artecontemporânea, isto é, o b_arco, as 20:00 hs (na Rua Vírgilio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros, SP, (11) - 3081-6986).
E pela Confraria o camarada Márcio-André convida:
“Caro amigo,
Tenho a satisfação de convidá-lo para o lançamento do meu mais novo livro, Ensaios Radioativos, em
noite festiva que contará com leitura dos escritores Carlos Emílio Corrêa Lima, Chacal, Edson Cruz, Marcelino Freire, Renato Rezende e performances de Aderaldo Cangaceiro, Jean-Pierre Caron e Victor Paes. Este livro parte de uma profunda reflexão e diálogo com o “outro”, então, para mim, é muitíssimo importante a sua presença. Mais detalhes sobre o livro aqui: http://www.confrariadovento.com/editora/livro12.htm
M.A.”
das 18h00 às 22h00, na Caixa Cultural (Avenida Almirante Barroso, 25 - Centro) (na saída da estação Metrô Carioca)
- No sábado, bate-papo com o poeta e prosador Ronaldo Cagiano na Casa das Rosas. Aguardo-os, meus caros, de coração.
Ronaldo Cagiano na Casa das Rosas
Posted Outubro 13, 2008 by Claudinei VieiraCategories: Evento, Literatura
Desconcertos na Paulista com Ronaldo Cagiano.
O Desconcertos, você sabe, são encontros com os responsáveis pelo melhor da literatura brasileira da atuliade, realizado no mais charmoso casarão da Avenida Paulista, ponto de encontro marcado da prosa e da poesia, a Casa das Rosas. Eu convido o autor a trazer três textos para compartilhar com o público: um próprio (inédito ou não), um texto de um autor consagrado que considere seja muito importante para sua própria escrita, e apresentar o texto de um autor jovem que considere seja promissor. E após batemos um papo, descontraído e informal.
O Ronaldo nasceu em Cataguases, MG, em 15.4.61 e viveu em Brasília 28 anos, onde formou-se em Direito. Atualmente reside em São Paulo. Livros publicados: Palavra Engajada (poesia, 1989), Colheita Amarga & Outras Angústias (poesia, 1990), Exílio (poesia, 1990), Palavracesa (poesia, 1994), O Prazer da Leitura, em parceria com Jacinto Guerra (contos e crônicas juvenis, 1997), Prismas – Literatura e Outros Temas (reunião de artigos e crônicas, 1997), Canção dentro da noite (poesia, 1999), Espelho, espelho meu (infanto-juvenil, em parceria com Joilson Portocalvo, 2000), Poetas mineiros em Brasília (antologia, organizador, 2001), Dezembro indigesto (Contos, 2001), Antologia do conto brasiliense (2004, organizador), Concerto para arranha-céus (contos, 2004). Todas as Gerações – O conto brasiliense contemporâneo (2006, organizador) e Dicionário de pequenas solidões (contos, 2006).





















